quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Eis-me aqui
Eis-me aqui eu disse, há tudo de mim aqui, todas as minhas dores, fraquezas, minhas tristezas, minhas cicratizes, toda a humilhação. Deus, eis meu coração aqui, eis minhas feridas e tudo o que julgaram de mim. Senhor, eis meu choro, minhas lágrimas já nao podem mais molhar, não suporto mais meu pranto e meu lamento me sufoca. Pai, a minha alma, o que plantaram nela pesa como o grito dos que estão no vale dos desesperados esperando por uma oração que os salvem. Meu corpo já não suporta nada como antes e eu me curvo ao sofrimento das injurias de quem levou tudo de mim e usa com ignorância os meus sentimentos que são verdadeiros. Covardia de quem é incapaz de amar e entender o amor, de ser real e querer apenas machucar, dissimular até conseguir levar o que precisa para poder voar.
Cristo, dê-me sabedoria e afasta de mim esse cálice de ódio e mentiras, não seja essa a minha fonte para a vida nunca mais.
Meu Deus... meu Deus, me abandonaram e me culpam. Por que não me leva de uma vez se meu corpo está doente? Eu queria repousar em seus braços como ovelha ferida por lobos após uma madrugada de terror, eu queria estar mais perto de Ti.
Deixe-me aqui então, Senhor. Farei virar testemunho do que é passar pelo purgatório 3 vezes antes de morrer e quando for a hora eu irei de bom grado até a sua morada repousar a minha alma.
Eis-me aqui, meu Protetor, eis-me aqui até onde Tu quiseres. Purifica meu coração como antes. Entregue-me a cruz no calvario, mas não permita-me sentir ódio ou qualquer mal, não sou o pão vindo da pedra, não vou me render aos que de mim zombam, dê a eles paz, é o que peço a Ti.
Eis-me aqui, e até meu fim direi que eis-me aqui.
sábado, 15 de novembro de 2014
Rascunho
Esse é mais um texto sobre alguém que não vai se importar e nunca virá até aqui para saber. Mais um texto sobre perder mais alguém. Mais palavras sobre como lidar com "te quero fora da minha vida", "se toca", mais sobre sentir humilhação e mesmo assim não deixar que isso desfaça todas as partes boas que você conheceu de alguém.
É só mais um texto sobre uma tarde fria de sábado em que você se encontra só e pensando sobre como seria estar ao lado desse alguém que não te quer mais. Como seria se ao invés de ter mais pessoas para dizer "esquece" tivessem mais pessoas para dizer "lute por seu amor". Só mais um pouco do sentimento que está aqui tão preso em lembranças tão doces.
Ah! Se fosse fácil te odiar eu até odiaria, mas que bem faria a minha vida querer-te mal? Que bem faria desejar que você se machuque se já faço isso em seu lugar? Desculpa, nunca fui o que você pensou que eui seria, não fui vingativa ou quis te fazer mal. É que, amor, eu nunca fui nada dessas coisas ruins que você tanto pensou, é estranho não me ver por ai derramando veneno apenas para te ferir, eu sei, é que eu entreguei meus caminhos a Deus e na paz dele foi aonde eu me encontrei e lá eu rezei para que toda essa dor não destruisse o meu coração nem o seu. Mas e o seu? Pra onde foi que não em seu peito? Quando o vires diga que este meu ainda bate e jorra palavras de ternura por ele.
E este foi mais um texto sobre amar e nao ser mais amado; sobre sentir e nao haver mais sentido; sobre dizer quanto lhe quero e o quanto me queres longe.
Em paz.
sábado, 18 de outubro de 2014
Blame It On The Rain
É difícil recomeçar após tantos sonhos deixados para serem enterrados. É difícil querer ver esperança no que já morreu. É como se a cada dia você tivesse que deixar grandes partes de você para trás e refazer cada partícula do seu próprio corpo para que não sinta falta daquele que te protegia.
Ás vezes você diz a si mesmo que é melhor assim, diz duramente não mais precisar, até chega a acreditar, mas alguém ainda pergunta, ainda há fotos e palavras espalhadas por ai, há lembranças em cada parte do que era sua rotina, há lembranças até em pequenos gestos, objetos, preces, no caminho de ida e volta para casa, há lembranças em tudo que dificilmente serão apagadas ou odiadas. Foram deixadas ali ao lado do que precisa ser enterrado.
Parece um adeus que nunca fora dito, como uma folha esquecida no caminho a ser levada pelo vento - sem rumo.
Então você começa a conhecer pessoas, a completar vazios, sente que vai esquecendo, mas é mentira, você não esquece, você tenta não se importar e sente o peito arder por quem, talvez, não sente mais nada.
A vida é engraçada, você deseja friamente que o mundo dê voltas, mas no fundo você apenas quer estar feliz de novo, sorrir de novo e parar de chorar, você só quer um dia não poder lembrar ou sentir qualquer coisa, você quer esquecer o que tanto amou, machucou, sonhou, idealizou, realizou, esperou...
A morte daquilo que ainda está vivo, certamente é a morte mais triste de todas, cada lágrima tem uma lembrança doce afogando o que já fora amargo para quem sabe poder descansar feliz nesta agonia.
E se eu pudesse apenas fazer de você uma lembrança, guardaria você agora no lugar mais sagrado que tenho em mim, para não fazer sofrer quem um dia fora em mim tudo, quem um dia fora em mim inspiração para ser alguém melhor. É no silencio de dias em que consigo sorrir que me lembro de você, é nessa paz silenciosa em que derramo minhas orações a você. E eu me lembro do que eu sempre guardo tão carinhosamente das pessoas que já amei de cada sorriso ou risada, mas de você eu guardo um silêncio eternizado onde eu encontrava paz, quando eu fechava os meus olhos e me dizia "não vou perder você, nunca me deixe ir", é neste silêncio em que tento me refazer me dizendo que seremos melhores do que já fomos, é neste silêncio que juro esquecer todas os dias ruins e passo a separar as boas lembranças a serem guardadas e protegidas. Não vale a pena me desfazer da pureza que um dia eu conheci, é como abandonar um jardim e deixá-lo morrer e o pior de tudo: assisti-lo morrendo enquanto há vida.
Que as lágrimas que caírem docemente regue este jardim algum dia, mesmo que não sejamos nós a recolher todas estas flores. Culpe esta chuva.
Ás vezes você diz a si mesmo que é melhor assim, diz duramente não mais precisar, até chega a acreditar, mas alguém ainda pergunta, ainda há fotos e palavras espalhadas por ai, há lembranças em cada parte do que era sua rotina, há lembranças até em pequenos gestos, objetos, preces, no caminho de ida e volta para casa, há lembranças em tudo que dificilmente serão apagadas ou odiadas. Foram deixadas ali ao lado do que precisa ser enterrado.
Parece um adeus que nunca fora dito, como uma folha esquecida no caminho a ser levada pelo vento - sem rumo.
Então você começa a conhecer pessoas, a completar vazios, sente que vai esquecendo, mas é mentira, você não esquece, você tenta não se importar e sente o peito arder por quem, talvez, não sente mais nada.
A vida é engraçada, você deseja friamente que o mundo dê voltas, mas no fundo você apenas quer estar feliz de novo, sorrir de novo e parar de chorar, você só quer um dia não poder lembrar ou sentir qualquer coisa, você quer esquecer o que tanto amou, machucou, sonhou, idealizou, realizou, esperou...
A morte daquilo que ainda está vivo, certamente é a morte mais triste de todas, cada lágrima tem uma lembrança doce afogando o que já fora amargo para quem sabe poder descansar feliz nesta agonia.
E se eu pudesse apenas fazer de você uma lembrança, guardaria você agora no lugar mais sagrado que tenho em mim, para não fazer sofrer quem um dia fora em mim tudo, quem um dia fora em mim inspiração para ser alguém melhor. É no silencio de dias em que consigo sorrir que me lembro de você, é nessa paz silenciosa em que derramo minhas orações a você. E eu me lembro do que eu sempre guardo tão carinhosamente das pessoas que já amei de cada sorriso ou risada, mas de você eu guardo um silêncio eternizado onde eu encontrava paz, quando eu fechava os meus olhos e me dizia "não vou perder você, nunca me deixe ir", é neste silêncio em que tento me refazer me dizendo que seremos melhores do que já fomos, é neste silêncio que juro esquecer todas os dias ruins e passo a separar as boas lembranças a serem guardadas e protegidas. Não vale a pena me desfazer da pureza que um dia eu conheci, é como abandonar um jardim e deixá-lo morrer e o pior de tudo: assisti-lo morrendo enquanto há vida.
Que as lágrimas que caírem docemente regue este jardim algum dia, mesmo que não sejamos nós a recolher todas estas flores. Culpe esta chuva.
sábado, 11 de outubro de 2014
Welcome to the party!
E nesse baile quando as máscaras caem o que lhe resta? Nessa
dança dos dias, onde você flutua sutilmente esbanjando toda a sua força, quando
ela esvair o que lhe resta? Os sorrisos embriagados, os falsos brindes a sua
liberdade e estes rostos escondidos por de trás de tanta vergonha, quando o
baile acabar o que irá restar?
Restará você, suas asas fracas, sua força dissimulada e sua
máscara não mais servirá. Restará seu corpo imerso nesta sujeira. Quem foi você
neste baile? Quem é você hoje além de uma insistente aparência em agradar? O que
você foi? Você teve algum significado? Você ao menos, por de trás desta máscara,
foi real? Você é real?
Estamos na dança dos dias, onde uma alma livre esbanja
liberdade sem pensar que amanhã, sozinha, irá limpar toda a sujeira deixada
pelos convidados que aproveitam o momento certo para sair sem nem ao menos
dizer adeus.
A música está alta demais? Sua bebida está fraca demais? Você quer mais? Falem mais. Riam mais. Sejam algo. Dissimule-se cada vez mais. No final vocês vão limpar a sujeira? Sejam bem-vindos a sua nova casa. Vistam suas máscaras.
terça-feira, 30 de setembro de 2014
How about me enjoying the moment for once
Quero ser uma
pessoa bonita e eu não digo de corpo, rosto, essa beleza que se lava e sai no
banho. Eu quero poder olhar pra tudo com misericórdia, com fé e aquela
esperança real, digna de ser sentida e preencher vazios.
Eu quero
poder olhar pro alto novamente e erguer essa cabeça que pesa com o que ficou
entalado no peito. Eu quero gritar, libertar e ser nova. Chega de me refazer
por cima do que já foi perdido e vivido.
Ainda continuo sentada
no meio do caminho de mão única que eu vinha trilhando, sabendo que há duas novas estradas a percorrer, um pouco mais consciente embora ainda assutada, mas eu sei, cedo ou tarde, sem nem perceber, eu estarei
novamente caminhando, ou junto de tudo o que se desviou e seguiu viagem só ou estarei longe, apenas reconquistando e conquistando coisas novas, boas, naturais sem
ser forçada a ser algo suficiente para alguém sem conseguir ser o suficiente para mim mesma.
É bom ver que
a tempestade passou, sinto apenas os finos pingos de chuva molhando meu rosto,
estou sozinha e a sensação de vida ainda não me tomou por completo, mas eu a sinto correr por mim, dentro de mim, água-viva . Isso não é maravilhoso? É como ter uma
quarta oportunidade na vida para aprender. É como poder ver o brotar das novas flores de um bosque que ainda terá muita vida.
É sobre eu aproveitar o momento ao menos uma vez e acreditar, confiar em Quem me mantém tão de pé a vida toda, naquilo que eu nunca irei deixar, mesmo que tudo desapareça, que os céus se partam.
Seja doce
essa mudança, seja leve a vida adiante. Eu agradeço a cada turbulência que
passei, embora no começo tenha me abandonado na desilusão, não há como nem necessidade de encarar a morte como fim absoluto de tudo.
Agora eu sei que é se perdendo
que se encontra.
She says, "How did I get here?
I'm not who I once was.
And I'm crippled by the fear
That I've fallen too far to love"
But don't you know who you are,
What's been done for you?
Yeah don't you know who you are?
You are more than the choices that you've made,
You are more than the sum of your past mistakes,
You are more than the problems you create,
You've been remade.
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Oh, I mean this.
Queria não olhar para trás com tanto rancor. Queria não
sentir tudo isso. Sentimento de ansiedade e bipolaridade que estão sendo
cultivados e machucando dia após dia.
Por que tão rápido? Covarde! Mentiu, atirou pelas costas.
Covarde!
Só desejo não mais sentir, não sentir nada. Desejo apenas
acordar em um novo dia e não ter vivido nada disso. Não é ódio nem raiva, é o
asco pela covardia. É a falta de coragem de fechar os olhos e saltar. E eu
saltaria, até dias atrás, horas atrás, minutos atrás. Não vale a pena, não vale
a alma, não vale nem por um segundo levar esse pecado para a eternidade, pois
enquanto me cubro pelas sombras desse acerbo eu temo ver a alegria que rodeia
pelas espreitas do que já foi tão meu.
Já me disseram, o mundo gira, já me convenceram não viver
a dor, ela volta, ela vem em maré viva e me abate todo o dia por não saber
navegar nesse mar, dentro da escura tempestade que choca meu corpo contra suas
pedras ainda estáticas minadas em mim.
Covarde! Meu coração é covarde. Ele teima bater mesmo não
tendo o porquê, ou pra que bater. Ela racha e a cada fenda aberta ele transborda
o pingo de bondade que ainda me resta.
Chega de carregar o peso de ser perfeita
esperando a volta do que nunca foi meu voltar. Chega de me castigar e açoitar
meu corpo por cada descarga de sentimentos sujos, escarrados com o peso de uma
lagrima que deixaram rolar em mim. Chega de parecer forte, de parecer fraca, de
aparecer por ai como se eu não tivesse perdido nada eu perdi. Eu me perdi. Chega!
Crueldade gera crueldade e sou eu quem sente o chute no meu peito por tudo
isso.
Aproveita o voo, asas de borboleta se
desgastam muito rápido com o mal tempo e elas tendem a cair e sem poder voar
morrem de fome, morrem sem ter sua flor para sorver. Prefiro meus pés no chão,
prefiro ver meu corpo se arrastar, se ferir, mas vai cicatrizar e eu vou
continuar de pé sem depender da atmosfera para caminhar.
Essa gente toda errada, lambuzadas por vícios
só vão rir quando você afundar. Irão vender a sua alma no mesmo mercado podre
onde costumam deixar seus corpos expostos, vão sumir tão ou mais rápido quanto
resolveram perdoar. Já vi isso de perto e eu não desejaria nunca ter que ver
seu coração lá.
E eu quis dizer tudo isso apenas pra me
curar. Não me importo se vão destruir qualquer coisa já construída por mim, eu
não preciso de promessas superficiais, de preces adoecidas ao vento. Eu preciso
de sinceridade, de doçura, eu preciso de tudo o que eu achava que tinha antes,
mas mais do que isso eu preciso apenas me curar e o que tiver que ir que se vá,
não preciso de meios termos ou indecisões banais que só atormentaram meu espírito.
Eu não tenho medo do que tudo isso vá causar, eu tenho medo de apenas estar
deixando minha vida jogada com tanta luz desperdiçada podendo dar a outras
pessoas tudo o que está guardado aqui e sendo usurpado, estuprado e violentado
dentro de mim.
Eu quis dizer da forma mais aterrorizante
toda essa sensação de agonizar e mesmo assim continuo tendo leveza em machucar,
por simplesmente não querer machucar.
É hora de deixar de sentir, de abrir o
coração pra vida e ver aquele lírio murchar, a árvore secar, o para sempre a se
desfazer e parar de lamentar e ver esperança em quem nunca viu nada.
É hora de abrir os olhos e voltar pra casa
sem aquelas mãos que um dia chegaram a consertar, ir pelos espinhos e ver as flores
que deram o seu passo para a morte. Quem anulava os indícios de tristeza agora
os anuncia. Hora de deitar sozinha, esquecer de tudo sozinha.
E eu quis dizer tudo isso.
Save your fuckin self
quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Casulos
Descobri mais
uma vez que não temos mesmo controle algum sobre os caminhos que a vida vai nos
levar. Temos tudo para a nossa felicidade e do nada esse tudo é soprado
violentamente de nossos braços.
Resta muita
dor, angústia, sofrimento, mas não irá durar para sempre; a dor ela passa, a
angústia se torna o esquecimento e o sofrimento, bem ele nos faz crescer, seja
para encarar nossos medos ou um novo recomeço e amor, que nem citei como algo
ruim, ele renasce.
Eu tinha uma
verdade sobre as pessoas que entravam em minha vida, de que elas partem, vão
embora sem ao menos dizer um adeus, ou deixam de fazer algum significado por
maior que tenha sido seu papel nessa minha história de desencontros e
pensamentos turbulentos.
De fato,
elas vão mesmo embora, deixam suas marcas em mim e saem como lagartas de seus
casulos depois de consumirem a minha própria luz e cabe a mim essa luta para me
recuperar e vê-las voarem livres por ai com toda a sua beleza até que chegue
outra e encoste-se em mim, me consuma e fique, sim, fique e me transforme
junto ou continuemos casulo até o fim para que não voe e me deixe a contemplar.
domingo, 21 de setembro de 2014
Ópio do Tempo
Bom, acho só a distancia é capaz de nos ensinar algo sobre
nós mesmos depois de nos enterrarmos em outra pessoa.
Eu costumava ser uma mulher forte, decidida, independente, que
tinha uma luz própria e passei a me comportar como uma criança mimada, que
recebe tudo e mesmo assim pede por mais mesmo sabendo que já recebeu o
bastante.
Eu nunca reconhecia, eu nunca agradecia, eu nunca me
esforçava de verdade, eu abandonei coisas que me faziam ser uma pessoa
diferente das outras pessoas e me tornei uma comum.
Obrigada distância, descobri que eu tenho ainda tudo isso
aqui dentro de mim, está aqui vivo e esse peito que queima a cada segundo é o
desejo de me libertar e me entregar a isso de vez, é o desejo de matar essa infantilidade
que me desfez e recuperar o meu próprio tempo perdido.
Aprende: não se pede mais de alguém que já e deu tudo, isso
mata as pessoas, isso destrói tudo. Venha o que vier se resgate, se refaça, só
você é capaz de superar os erros e recuperar o que perdeu.
Se já é um novo dia, um novo amanhecer ou uma nova vida é
muito cedo ainda para dizer, colha os bons frutos, uma hora a lagrima rega o peito,
então plante vida e colha vida. A tempestade ainda não cessou, mas você achou
um guarda-chuva.
sábado, 20 de setembro de 2014
Stop The Suffering
Evidente que eu nunca imaginei um fim, que eu deixei de ter
em que me segurar. É claro sofrer por quem se ama e por amar, se eu pudesse
simplesmente me desprender da dor eu faria, mas talvez seja aqui que eu vá me
reencontrar.
Eu lembro de toda a luz ainda e me odeio por ter matado tudo
isso. Eu me odeio, eu tenho vergonha. E vergonha maior de saber que tudo isso
já é ridículo.
Eu aprendi com meus pais como é o amor, se doar sem mesmo
esperar nada em troca. Errar e ter alguém sempre ali por você e eu tirei tanto
isso e dei tão pouco de mim. Eu sinto muito por cada erro, por cada vez que
deixei tudo. Nada disso trará tudo de volta.
É uma linha fina e eu ando nela sem esperar que tenha algo
lá em baixo para aparar a queda, só acreditando que eu vou passar por ela e
chegar ao final a onde o recomeço será novamente meu lar. E se arrebentar, deixem
meus pedaços, de olhos fechados nada se sente, quem sabe a terra há de me engolir e lá também seja meu lugar.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
A vida passar
Eu poderia ficar na cama todas as
manhãs que eu falo para o meu despertador "ah! não, agora não!" por
não querer levantar, eu sei, mas eu veria a vida passar.
Eu poderia pegar o ônibus direto para
casa quando eu saio do serviço ao invés de ir para a faculdade e encarar mais 4
horas longe de casa pensando que eu poderia estar dormindo, eu sei, mas eu só
veria a vida passar.
Eu poderia continuar me isolando do
mundo pelos medos que passei, pelas pedras em que tropecei por tudo o que já
jogaram em mim, mas seria demais ver a vida passar.
Eu poderia desistir pelos nãos que
tomei, pelas portas em que com a cara dei, pelas intermináveis estradas para
lugar algum – que me deram um lar. Seria muita bagagem desperdiçada para deixar
a vida passar.
Eu poderia chorar, me escandalizar
pelas pessoas que deixei, pelos amigos que me doei – que foram embora –, por
todos que eu ajudei, mas seria hipocrisia deixar a vida passar.
Hoje estou aqui, acordando cedo,
estudando, encontrando pessoas, andando por espinhos, cheirando as flores no
meio do caminho, preferindo os nãos ao deixar a oportunidade para lá, amando,
me entregando, me doando, tudo sem esperar. Hoje estou aqui dando de mim o que
eu não tenho para me dar, mas a vida segue feliz, e hoje se alguém me diz
"desiste", sorrio e digo "não, eu não quero deixar a vida
passar".
sábado, 12 de julho de 2014
All We Are
Se procurar bem no fundo da sua alma, quando passa por noites em claro, em meio à escuridão, vai poder sentir quem você realmente é. Tantas vezes desistimos, tantas vezes escondemos a nossa capacidade e nos mostramos tão fracos.
Nosso ser é feito de areia fina, se ventar nós nos desfazemos e tudo o que há em nós se perde, se mistura a sujeira de nossos medos. Esses mesmos medos que nos fazem questionar o porquê de estarmos aqui, o porquê de sermos quem somos, para onde vamos.
Desistimos, nos entregamos e nos incorporamos a sombra dessa fraqueza. Não há como lutar, uma vez desfeitos desistimos de tudo o que somos. Vergonha, tristezas, desilusões... Por que cobrimos nossa alma com tanta escuridão?
Há agora apenas uma batalha entre a verdade e o que entendemos, descompreendemos e mentimos. Não devemos ter receio, mas continuamos a espera e se ao menos aparecesse alguém que pudesse nos salvar desse sonho e nos mostrar a realidade em que queremos estar. Se ao menos aparecesse alguém que pudesse nos mostrar que não somos apenas promessas além do amanhecer, que abrisse nossos olhos e dissesse que nos ama por tudo o que nós somos, se pudesse ao menos nos salvar de nós mesmos.
Não sabemos o que o amanhã trás, mesmo assim prometemos ser melhor que ontem e continuamos prometendo dia após dia. Até quando? Por enquanto vivemos com nosso ser espalhado, cobrindo mundo de falsas promessas, machucando e se perdendo. No fim aqui estamos, encarando um novo dia onde altos e baixos se misturam e nos levam a um imenso vazio de desistências, até desistirmos de tudo o que somos.
Nosso ser é feito de areia fina, se ventar nós nos desfazemos e tudo o que há em nós se perde, se mistura a sujeira de nossos medos. Esses mesmos medos que nos fazem questionar o porquê de estarmos aqui, o porquê de sermos quem somos, para onde vamos.
Desistimos, nos entregamos e nos incorporamos a sombra dessa fraqueza. Não há como lutar, uma vez desfeitos desistimos de tudo o que somos. Vergonha, tristezas, desilusões... Por que cobrimos nossa alma com tanta escuridão?
Há agora apenas uma batalha entre a verdade e o que entendemos, descompreendemos e mentimos. Não devemos ter receio, mas continuamos a espera e se ao menos aparecesse alguém que pudesse nos salvar desse sonho e nos mostrar a realidade em que queremos estar. Se ao menos aparecesse alguém que pudesse nos mostrar que não somos apenas promessas além do amanhecer, que abrisse nossos olhos e dissesse que nos ama por tudo o que nós somos, se pudesse ao menos nos salvar de nós mesmos.
Não sabemos o que o amanhã trás, mesmo assim prometemos ser melhor que ontem e continuamos prometendo dia após dia. Até quando? Por enquanto vivemos com nosso ser espalhado, cobrindo mundo de falsas promessas, machucando e se perdendo. No fim aqui estamos, encarando um novo dia onde altos e baixos se misturam e nos levam a um imenso vazio de desistências, até desistirmos de tudo o que somos.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Vai Passar
Acho que tirei isso exatamente quando a minha sobrinha de quase 3 anos disse ao meu cão que estava com medo da chuva que “é só um trovão... já vai passar, não precisa ficar com medo”. Sim, ela sendo uma criança que não tem nem 3 anos completos disse tudo isso como também tinha firmeza e o olhar fixo e verdadeiro enquanto pronunciava sem nem ao menos tropeçar nas palavras, que aquele trovão era momentâneo e que passaria ao término da chuva. Ela tinha a convicção de que por mais assustador que fosse aquele momento para o meu cão, dizer tão poucas palavras com tanta certeza faria o medo dele passar.
E é assim, eu estive dentro da minha tempestade, sofrendo com tanto medo dos trovões que não percebera que aquilo duraria, mas não para sempre. Estive a deriva, solta, perambulando entre árvores correndo o risco de ser atingida por um raio e sofrer ainda mais até que alguém me encontrasse ou eu despertasse a tempo de voltar para casa.
Sei que não estive completamente só, mas abandonei-me de todas as formas e tudo dentro de mim era aquele medo, tudo dentro de mim era estar pedida demais para deixar que o amor voltasse a tocar o meu coração.
Eu agradeço a estas palavras tão doces e de tanta força que só uma criança consegue expressar, essa essência liberou vida em mim, essa doçura tocou meu coração como se uma lança tivesse me transpassado e feito toda aquela água suja da minha própria tempestade escorrer arrebatadoramente do meu interior vazio.
Agora vejo tanto dentro de mim precisando da luz sol para que eu possa cultivar todo esse espaço. Virão sementes, virá mais tempestade, digo com sinceridade que ainda não me livrei de todas essas nuvens e sombras que foram deixadas em mim, porém tenho uma semente tão docemente plantada com vida que na próxima tempestade não vou apenas me refugiar com medo, mas vou sorrir por cada gota que chegar para me irrigar e me dar força para dizer, com tamanha convicção como a que ouvira que vai passar.
E é assim, eu estive dentro da minha tempestade, sofrendo com tanto medo dos trovões que não percebera que aquilo duraria, mas não para sempre. Estive a deriva, solta, perambulando entre árvores correndo o risco de ser atingida por um raio e sofrer ainda mais até que alguém me encontrasse ou eu despertasse a tempo de voltar para casa.
Sei que não estive completamente só, mas abandonei-me de todas as formas e tudo dentro de mim era aquele medo, tudo dentro de mim era estar pedida demais para deixar que o amor voltasse a tocar o meu coração.
Eu agradeço a estas palavras tão doces e de tanta força que só uma criança consegue expressar, essa essência liberou vida em mim, essa doçura tocou meu coração como se uma lança tivesse me transpassado e feito toda aquela água suja da minha própria tempestade escorrer arrebatadoramente do meu interior vazio.
Agora vejo tanto dentro de mim precisando da luz sol para que eu possa cultivar todo esse espaço. Virão sementes, virá mais tempestade, digo com sinceridade que ainda não me livrei de todas essas nuvens e sombras que foram deixadas em mim, porém tenho uma semente tão docemente plantada com vida que na próxima tempestade não vou apenas me refugiar com medo, mas vou sorrir por cada gota que chegar para me irrigar e me dar força para dizer, com tamanha convicção como a que ouvira que vai passar.
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Chorume
A gente pode mudar tudo, o que for externo, a aparência, a estética, a cor e corte dos cabelos, usar roupas novas, sim, podemos mudar tudo isso em nós, mas por dentro não.
O que temos por dentro não se muda apenas indo a um salão, a uma loja. O que trazemos por dentro só se muda com um esforço inimaginável, ás vezes um amontoado de passagens, de quedas, de tristezas, de alegrias, conquistas, felicidade, de aprendizados.
Isso nos muda, embora eu já tenha vistoestado com pessoas passando por tudo isso e deixando apenas o lixo dentro de si, se tornando “irrecicláveis”, algo que se joga fora – sim, se joga fora!
Pessoas que sozinhas não são nada, são silencio e solidão, não servem, não prestam pra mais nada. Pessoas que gostam de se juntar ao meio do lixo que trazem em si e se toram esse lixo. E o que você fala e o que traz na pele de que “o essencial é invisível aos olhos” é uma mentira, sua mentira , porque você sabe o quanto cabe em seus olhos que não chega em seu coração –INTERESSEIRA!
A sua falsidade a sua risada debochada, seu chorume que escorre pelos olhos não são lágrimas, é a sua maldade, é o que escorre do seu ser.
Você pode continuar mudando a cor do seu cabelo, querendo ser perfeita por fora, pode parcelar seus perfumes mais caros, mas linda, você é esse lixo, você fede por dentro!
O que temos por dentro não se muda apenas indo a um salão, a uma loja. O que trazemos por dentro só se muda com um esforço inimaginável, ás vezes um amontoado de passagens, de quedas, de tristezas, de alegrias, conquistas, felicidade, de aprendizados.
Isso nos muda, embora eu já tenha visto
Pessoas que sozinhas não são nada, são silencio e solidão, não servem, não prestam pra mais nada. Pessoas que gostam de se juntar ao meio do lixo que trazem em si e se toram esse lixo. E o que você fala e o que traz na pele de que “o essencial é invisível aos olhos” é uma mentira, sua mentira , porque você sabe o quanto cabe em seus olhos que não chega em seu coração –
A sua falsidade a sua risada debochada, seu chorume que escorre pelos olhos não são lágrimas, é a sua maldade, é o que escorre do seu ser.
Você pode continuar mudando a cor do seu cabelo, querendo ser perfeita por fora, pode parcelar seus perfumes mais caros, mas linda, você é esse lixo, você fede por dentro!
Assinar:
Comentários (Atom)

