E nesse baile quando as máscaras caem o que lhe resta? Nessa
dança dos dias, onde você flutua sutilmente esbanjando toda a sua força, quando
ela esvair o que lhe resta? Os sorrisos embriagados, os falsos brindes a sua
liberdade e estes rostos escondidos por de trás de tanta vergonha, quando o
baile acabar o que irá restar?
Restará você, suas asas fracas, sua força dissimulada e sua
máscara não mais servirá. Restará seu corpo imerso nesta sujeira. Quem foi você
neste baile? Quem é você hoje além de uma insistente aparência em agradar? O que
você foi? Você teve algum significado? Você ao menos, por de trás desta máscara,
foi real? Você é real?
Estamos na dança dos dias, onde uma alma livre esbanja
liberdade sem pensar que amanhã, sozinha, irá limpar toda a sujeira deixada
pelos convidados que aproveitam o momento certo para sair sem nem ao menos
dizer adeus.
A música está alta demais? Sua bebida está fraca demais? Você quer mais? Falem mais. Riam mais. Sejam algo. Dissimule-se cada vez mais. No final vocês vão limpar a sujeira? Sejam bem-vindos a sua nova casa. Vistam suas máscaras.
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