Evidente que eu nunca imaginei um fim, que eu deixei de ter
em que me segurar. É claro sofrer por quem se ama e por amar, se eu pudesse
simplesmente me desprender da dor eu faria, mas talvez seja aqui que eu vá me
reencontrar.
Eu lembro de toda a luz ainda e me odeio por ter matado tudo
isso. Eu me odeio, eu tenho vergonha. E vergonha maior de saber que tudo isso
já é ridículo.
Eu aprendi com meus pais como é o amor, se doar sem mesmo
esperar nada em troca. Errar e ter alguém sempre ali por você e eu tirei tanto
isso e dei tão pouco de mim. Eu sinto muito por cada erro, por cada vez que
deixei tudo. Nada disso trará tudo de volta.
É uma linha fina e eu ando nela sem esperar que tenha algo
lá em baixo para aparar a queda, só acreditando que eu vou passar por ela e
chegar ao final a onde o recomeço será novamente meu lar. E se arrebentar, deixem
meus pedaços, de olhos fechados nada se sente, quem sabe a terra há de me engolir e lá também seja meu lugar.
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