Ouvia seu nome, mas não atendia. Estava lá, leve, o corpo solto no chão, sentia a alma se desgrudar da carne, queria voltar, mas não queria mais sentir dor.
Os olhos voltados para o alto, agora estavam serrados, alivio. Os braços abertos, perdidos nos horizontes paralelos que separavam a vida, não eram de desespero aquelas lágrimas que corriam, tinha algo puro, embora errado, embora pecado, era puro.
"Essa verdade me leva à loucura
Eu sei que eu posso parar a dor
Se eu desejar que tudo vá embora"

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